XXI Semana Brasileira do Aparelho Digestivo

Dados do Trabalho


Título

Carcinoma Espinocelular de esôfago: mortalidade nos últimos 5 anos no Brasil.

Resumo

Introdução: O câncer de esôfago é o quinto tumor maligno mais frequente do trato gastrointestinal e pode surgir como lesão francamente maligna ou instalar-se em local em que existam lesões pré-malignas, como o esôfago de Barrett. O carcinoma espinocelular é o mais comum dos tumores malignos do esôfago. Tem como fatores de risco o tabagismo, etilismo, desnutrição, acalásia, divertículo esofágico, síndrome de Plummer-Vinson, tilose e doença celíaca. Em geral, as lesões são geralmente circunferenciais, exofíticas, ulceradas, com margens irregulares.
Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico das regiões brasileiras com maiores taxas de mortalidade por carcinoma espinocelular de esôfago nos últimos 5 anos.
Metodologia: Trata-se de uma revisão bibliográfica através das bases de dados do SIM e do Sinasc, por meio da técnica de linkage, utilizando os métodos determinístico e probabilístico. O banco de dados obtido foi analisado segundo o tipo de apresentação tumoral, componente da mortalidade e porte populacional dos pacientes com carcinoma espinocelular do esôfago, coletados entre 2017 á 2022.
Resultados: No período de 2017 a 2022 foram registradas 99.012 internações no Brasil por câncer de esôfago com a faixa etária de 60 a 69 anos a mais prevalente, compondo cerca de 32% dos casos. A região Sul é mais prevalente, com 99,12 a cada 100 mil habitantes, seguida pelo Sudeste com 56,29. O Norte apresentou menor índice, com 16,10. Quantos aos dias de permanência, a região Norte apresentou os maiores índices, com 8,2 dias seguida pelo Sudeste 6,6. A região Sul apresentou menor índice de permanência, de 5,5 dias. Quanto a mortalidade, a doença foi responsável por 15.829 óbitos no período, sendo 12.269 do sexo masculino (77%) e 3.560 do sexo feminino (23%). A região Sul apresentou a maior taxa de óbitos, com 13,15 seguida pela Sudeste com 9,68. A menor taxa de mortalidade foi encontrada na região Norte, com 3,01 óbitos.
Conclusão: Conclui-se um número de internações maior por câncer de esôfago em pacientes com faixa etária de 60-69 anos, mais prevalente no Sul e com maior mortalidade nos homens. Portanto, é importante assegurar que as medidas públicas estejam comprometidas com um maior nível de cuidado, prevenção, mudanças no hábito de vida, diagnóstico e tratamento precoce, especialmente na região Sul, a fim de reduzir a mortalidade por carcinoma espinocelular de esôfago no Brasil.

Área

Endoscopia - Endoscopia digestiva alta

Autores

Matheus Simões Oliveira, Rafaela Carneiro Almeida Formiga, Matheus Antonio Traldi, Victória Carneiro Almeida Formiga, Ingrid Almeida Moura Martins, Nathasia Christyelle Rolim de Araújo, Ketly Yngrid Almeida , Pedro Palitot Pereira Pedrosa, Arthur Ribeiro Coutinho da Franca Pereira