XXI Semana Brasileira do Aparelho Digestivo

Dados do Trabalho


Título

GASTRECTOMIA PARCIAL ATÍPICA POR VIDEOLAPAROSCOPIA NO TRATAMENTO DE LESÃO CÍSTICA DE DUPLICAÇÃO GÁSTRICA: UM RELATO DE CASO

Resumo

Apresentação de caso: Paciente do sexo feminino, 30 anos, com queixa de epigastralgia e plenitude pós-prandial. Ao exame físico, BEG, normocorada, hidratada, abdome plano, flácido, sem abaulamento ou retração e indolor a palpação. Além disso, a RM de abdome superior evidenciou uma volumosa imagem cística na região epigástrica, localizada adjacente a pequena curvatura gástrica e promovendo compressão extrínseca sobre o estômago. Como também, a ecoendoscopia mostra uma formação anecoica subepitelial da 3ª camada da parede gástrica (submucosa), medindo cerca de 5,6cm x 4,8cm, sugestiva de cisto de duplicação gástrica. Nesse sentido, realizado então gastrectomia parcial atípica por vídeo para exérese da lesão cística de duplicação gástrica. Discussão: Os cistos de duplicação gástrica são malformações congênitas encontrada sobretudo em crianças, a maioria sintomática. Em contrapartida, nos adultos, tendem a evoluir de forma assintomática. Representam cerca de 4% de todas as duplicações do trato alimentar. A definição anatômica requer a presença de estrutura tubular ou cística em íntimo contato com o estômago, contendo camada muscular e nutrição sanguínea própria. Podem ou não se comunicar com a luz gástrica. A origem patológica permanece incerta, identificando-se em média 67% dos cistos de duplicação gástrica no primeiro ano de vida. Os sinais e sintomas mais comuns dos cistos de duplicação são vômitos, massa abdominal palpável, dor abdominal, constipação intestinal e sinais de obstrução intestinal. Recomenda-se a excisão completa da duplicação. Os cistos de duplicação podem ser removidos através de técnicas minimamente invasivas, como a videolaparoscopia, ou por cirurgia convencional. Há vários relatos de tratamento endoscópico como opção terapêutica, quando possível. Comentários finais: Portanto, o caso além de ser uma anomalia rara, apresenta grande relevância, visto que geralmente na população adulta apresenta assintomático. A terapia para a duplicação é cirúrgica, podendo ser por laparotomia ou videolaparoscopia. Recomenda-se ressecção de duplicação inteira com uma margem de estômago normal. Embora não existam métodos diagnósticos precisos para tais casos, a ressecção cirúrgica e a confirmação anatomopatológica podem ser eficazes não apenas para fazer um diagnóstico definitivo, mas também para se proteger contra o risco desconhecido de transformação maligna.

Área

Cirurgia - Estômago

Autores

MATHEUS ANDRADE AMARAL, CLAUDEMIRO NETO, FILIPE AUGUSTO PORTO FARIAS OLIVEIRA, AMANDA LIRA SANTOS LEITE, OSCAR FERRO, DIEGO SILVESTRE, ALDO BARROS, FLAVIO TEIXEIRA, ALEX BARBOSA, CAMILA MENDES TOLEDO