XXI Semana Brasileira do Aparelho Digestivo

Dados do Trabalho


Título

Colecistectomia Pós Pandemia Sars-cov-2: voltamos ao fluxo cirúrgico normal?

Resumo

Introdução: A pandemia de COVID 19, declarada assim pela OMS, sobrecarregou os hospitais com pacientes graves. O medo da disseminação de uma doença pouco entendida proporcionou uma diminuição na procura dos atendimentos. Após segunda e terceira onda, e com praticamente toda população vacinada, nos perguntamos como está o atendimento as cirurgias de urgência e eletivas? Objetivo: Nesse contexto, o objetivo desse trabalho é avaliar os dados clínicos e epidemiológicos dos pacientes colecistectomizados, atendidos pós pandemia COVID 19. Metodologia: Foi realizado um estudo de coorte retrospectiva com um total de 94 casos, submetidos a colecistectomia, pelo departamento de Cirurgia Geral em um serviço de urgência e emergência, no período de janeiro de 2021 a março de 2022. Os dados foram coletados através de prontuários eletrônicos, inseridos em tabela de Excel e posteriormente submetidos a análise descritiva e analítica. Resultados: De um total de 95 participantes, 81 (86,4%) eram mulheres e a média de 45 anos. Foram admitidos 81 pacientes (86,2%) com colelitíase; apenas 12 (12,7%) com colecistite aguda e outros devido a complicações.Quanto aos achados de imagem por ultrassom, a maioria (49 ou 51,5%) possuía múltiplos cálculos; 17,8% com cálculo único; e sete (7,3%) com microlitíase; As complicações apresentadas foram: pancreatite (7,4%), todos submetidos em curto prazo a colecistectomia; Confirmado coledocolitiase, em apenas 05 (5,3%), todos submetidos a colecistectomia videolaparoscopica, 4 após CPRE e um com exploração cirúrgica de via biliar.Colecistectomia eletiva foi realizada em 81 pacientes (86,2%), apenas dois apresentaram complicações no pos operatório, por bilioma e outro por coledolitiase.Treze pacientes (13,8%) não foram submetidos a colecistectomia eletiva. Nove (09,5%) com colecistite aguda; três por pancreatite aguda; e um paciente com complicações, fístula biliar e colangite. Os nove pacientes admitidos por colecistite aguda foram submetidos a antibiótico terapia,nenhum classificado como tokyo III. A colecistectomia ocorreu na mesma internação em cinco pacientes, quatro por laparotomia. O anatomopatológico apresentou em 92,6% colecistopatia crônica Nenhum diagnostico de neoplasia de vesícula. Conclusão: Pacientes com afecções benignas da vesícula e via biliar, foram prejudicados durante a pandemia a dificuldades para o acompanhamento, possibilitando complicações. Progressivamente observa-se o retorno do fluxo adequado.

Área

Cirurgia - Fígado

Autores

Philipe Franco do Amaral Tafner, Bruna Bossi, Larissa Mercadante, Catharina Ferrari, Anna Carolina Rinaldo, Bernardo Fontel Pompeu, Luis Fernando Paes Leme