XXI Semana Brasileira do Aparelho Digestivo

Dados do Trabalho


Título

Avaliação epidemiológica e critérios prognósticos de pacientes com GIST gástrico

Resumo

O GIST PE o tumor estromal mais comum do trato gastrointestinal (TGI)tendo a maioria localização no estomago, com incidência variável de 6,8 a 15% PR milhão de habitantes e geralmente são assintomáticos e diagnosticados acidentalmente. Seu diagnóstico é realizado com a combinação de tomografia computadorizada com o uso de contraste endovenoso, Endoscopia e exame anatomopatológico. Sua morfologia é típica, o que dispensa a identificação de mutações gênicas, além de apresentar alterações imunohistoquimicas bem definidas, como cKit (CD 117) ou DOG-1positivos. A análise de mutação gênica fica restrita para duvidas diagnósticas em pacientes C-kit negativos.O tratamento padrão ouro para esta patologia é a ressecção oncológica da lesão, associada à linfadenectomia. Deve-se indicar cirurgia para todos os Gist gástricos com tamanho maior que 2 cm, ou com sinais de malignidades, tais quais tumores irregulares, ulcerados, com sangramento, que apresentem transformações císticas, com presença de necrose, ou que apresentem eco-heterogeneicidade em EcoEDA. Os fatores prognósticos mais importantes incluem o tamanho do tumor, seu sítio primário e o índice de mitoses por campo.A presença de tumores malignos associados ao GIST é um fator isolado de mal prognóstico da doença. A avaliação pós cirúrgica é de extrema imprtância para o tratamento do paciente, com a identificação correta imunohistoquimica, numero de mitoses, bem como informações precisas do procedimento cirúrgico, sendo tais informações essenciais para a indicação de terapia adicional e identificação de fatores prognósticos da doença em questão. Conhecer sua apresentação e forma de tratamento, é um fator importante para o sucesso do tratamento e melhora da qualidade de vida e sobrevida do paciente. O Objetivo deste estudo foi avaliar os pacientes operados por GIST gástrico em um serviço da cidade de São Paulo, com avaliação epidemiológico, imunohistoquimica e caracteristicas cirurgicas para avaliação estatistica, bem como criterios de prognóstico dos pacientes quanto a recidiva e evolução da doença. Avaliamos pacientes retrospectivamentre de 2001 a 2019, sendo incluidos 104 pacientes e avaliadas patologia e recidiva relacionada a ruptura cirúrgica segundo critérios de OSLO. Foi visto que os pacientes com ruptura tiveram recidiva do tumor em 100% dos casos, sendo um importante critério de mal prognóstico.

Área

Cirurgia - Estômago

Autores

FERNANDO FURLAN NUNES, MARINA ALESSANDRA PEREIRA, ANDRE RONCON DIAS, ULYSSES RIBEIRO JUNIOR, BRUNO ZILBERSTEIN, LUIZ AUGISTO CARNEIRO D'ALBUQUERQUE, MARCUS FERNANDO KODAMA PERTILLE RAMOS