XXI Semana Brasileira do Aparelho Digestivo

Dados do Trabalho


Título

Ocorrência do vírus Epstein-Barr em pacientes portadores de adenocarcinoma gástrico e associação com características clínico-patológicas

Resumo

Introdução: O adenocarcinoma gástrico associado ao EBV (AGaEBV) constitui um subtipo específico de carcinoma gástrico que vem sendo progressivamente estudado e cujos processos de carcinogênese e de evolução parecem relativamente distintos do adenocarcinoma gástrico usual. Objetivo: Determinar a prevalência do vírus Epstein Barr (EBV) em série de casos de adenocarcinoma gástrico, através das técnicas de Hibridização in situ (HIS) e Imunoistoquímica (IHQ) e comparar as características clínicas e anatomopatológicas dos casos de AGaEBV. Método: Estudo retrospectivo com 86 amostras selecionadas no período de 2010 à 2017, de pacientes portadores de adenocarcinoma gástrico. As amostras em blocos de parafina foram submetidas a cortes de 4 mm de espessura para inclusão em lâminas sinalizadas e padronização das técnicas HIS e IHQ, de acordo com os manuais dos fabricantes BioCare Medical e NovacastraTM, respectivamente. A correlação entre as características clínicas e anatomopatológicas envolveram dados demográficos (sexo e idade) e aqueles relativos ao tipo de procedimento cirúrgico, à localização do tumor, ao tipo histológico, classificação de Laúren, presença de invasão vascular, invasão linfática, infiltração do esôfago, infiltração do duodeno, infiltração perineural e estadiamento pTNM. Resultados: Entre os 86 casos estudados, nove (11,5%) foram positivos e 55 (70,5%) negativos para EBV em ambas as técnicas, com 78% dos portadores de AGaEBV pertencentes ao sexo masculino. A comparação das variáveis demográficas e histopatológicas estudadas nos pacientes portadores ou não de AGaEBV não mostrou diferenças estatisticamente significativas entre as duas populações. Conclusão: A positividade do EBV em nossa população de estudo corresponde aos valores descritos nacionalmente e mundialmente. A utilização de duas técnicas diagnósticas (HIS e IHQ) confere maior sensibilidade diagnóstica para amostras verdadeiramente positivas para EBV. Não foram observadas diferenças relevantes entre os achados demográficos e histopatológicos nos pacientes com AGaEBV e aqueles não infectados.

Área

Gastroenterologia - Estômago/Duodeno

Autores

Raissa Iglesias Fernandes Ângelo Passos, Karine Sampaio Lima, Fernanda Cesari e Silva Barros, Marcelo Antônio Pascoal Xavier, Gabriela Demas Álvares Cabral, Mônica Maria Demas Álvares Cabral, Luiz Gonzaga Vaz Coelho